Planetas

 Planetas, como definido pela União Astronômica Internacional (UAI), é um corpo celeste orbitando uma estrela ou restos estelares que tem massa suficiente para haver rotação em torno de si (através da gravidade) e, não tem massa suficiente para causar fusão termonuclear, tendo, ainda, limpado a vizinhança de sua órbita.

Na última década foram já descobertos mais de 300 planetas extra-solares, provando que a ocorrência destes corpos é universal.

Os principais planetas (e planetas-anões) dos nosso Sistema Solar são:

Mercúrio- Vênus- Gliese 581G (recém-descoberto)- Terra- Marte- Ceres- Júpiter- Saturno- Urano- Netuno- Plutão- Haumea- Sedna- Makemake- Éris- Quaoar.

 

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Formação planetária

 

Não se sabe ao certo como os planetas são formados. A teoria mais aceita é que eles são formados das sobras de uma nebulosa que não se condensam sob ação da gravidade para formar uma protoestrela. Em vez disso, essas sobras se tornam um fino disco protoplanetário de pó e gás que gira em volta de protoestrela e começa se condensar sobre concentrações locais de massa dentro de discos conhecidos como planetesimais. Essas concentrações ficam cada vez mais densas até que eles colapsam pela gravidade para formar-se protoplanetas.Depois que um planeta consegue um diâmetro maior do que uma lua terrestre, ele começa a acumular uma atmosfera extensa. Isto amplia a razão de captura do planetesimal por um fator de dez.

Os impactos enérgicos planetesimais menores aquecerão o planeta crescente, causando-o, pelo menos, uma fusão parcial. O interior do planeta começa a diferenciar-se pela massa, desenvolvendo um núcleo denso. Os menores planetas terrestres perdem a maior parte das suas atmosferas devido a este aumento, mas os gases perdidos podem ser substituídos por gases originários do manto interior e do impacto de cometas subseqüente.(Observe que os planetas menores perderão qualquer atmosfera que eventualmente ganhem por vários mecanismos de escape.)

Com a descoberta e a observação de sistemas planetários em volta de estrelas outras além do nosso próprio, tem permitido elaborar, revisar ou mesmo substituir estas contas. Acredita-se agora que o nível de características metálicas determina a probabilidade que uma estrela tem de possuir planetas. Portanto, acredita-se que é menos provável que um pouco metálico, estrela população II tenha um sistema planetário substancial do que um muito metálico estrela população II.

Atributos dos planetas do Sistema Solar

 

Mercúrio

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol.Sua superfície é repleta de "cicatrizes" e crateras por impactos meteóricos. Quase não há atmosfera, de tão escaldante durante o dia e tão gelada à noite. É visível a olho nu.

Vênus

A superfície rochosa de Vênus é coberta de vulcões, fendas e fluxos de lava solidificada. A atmosfera é rica em dióxido de carbono. A pressão atmosférica na superfície é 90 vezes a da Terra.

 Terra

No Sistema Solar, somente a Terra possui água líquida na superfície. É ainda o único planeta geologicamente ativo, e também o único a sustentar a vida no Universo.

Marte

O quarto planeta é um imenso deserto vermelho. Sua superfície também apresenta grandes vulcões e crateras de impacto. A atmosfera de Marte consiste sobretudo em dióxido de carbono. A duração do dia em Marte é semelhante à da Terra.

Ceres

Ceres é um planeta anão que se encontra no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter. Ceres tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço dessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço do total da massa do cinturão.

Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo da Terra, pouco se sabe sobre Ceres. A superfície ceriana é enigmática: em imagens de 1995, pareceu-se ver um grande ponto negro que seria uma enorme cratera; em 2003, novas imagens apontaram para a existência de um ponto branco com origem desconhecida, não se conseguindo assinalar a cratera inicial.

Júpiter

Júpiter é o maior de todos os planetas. Sua atmosfera é composta sobretudo de hidrogênio e hélio. A alta pressão nas regiões inferiores comprimiu o hidrogênio em camadas líquidas e metálicas em torno do núcleo rochoso. As manchas e marcas na superfície são de fato tempestades atmosféricas.

Saturno

Saturno é um globo de gases de composição semelhante à de Júpiter. Gira tão rápido que forma um bojo no centro e é achatado nos pólos. Os anéis de Saturno consistem em dezenas de milhares de subdivisões formadas por partículas de gelo. Ventos velozes sopram próximo ao equador do planeta.

Urano

 O planeta urano foi descoberto em 1781. Sua atmosfera consiste em hidrogênio, hélio e metano, e seu eixo de rotação é o único no Sistema Solar que coincide com o plano orbital - dando-lhe uma aparência de rotação retógrada, provocada, talvez, pela colisão com um cometa.

Netuno

O planeta Netuno foi descoberto em 1846, mas supõe-se que tenha sido observado por Galileu em 1613. Tem uma atmosfera rica em metano, que se torna líquida e depois metálica próxima ao centro. Sua órbita é quase circular (e não elíptica). Seus tênues anéis são visíveis.

Plutão

Plutão, formalmente designado 134340 Plutão, é o segundo maior planeta anão do Sistema Solar e o décimo maior objeto observado diretamente orbitando o Sol. Originalmente classificado como um planeta, Plutão é atualmente o maior membro do cinturão de Kuiper.

Como outros membros do cinturão de Kuiper, Plutão é composto primariamente de rocha e gelo e é relativamente pequeno, com aproximadamente um quinto da massa da Lua e um terço de seu volume. Ele tem uma órbita altamente inclinada e excêntrica que o leva de 30 a 49 UA do Sol. Isso faz Plutão ficar periodicamente mais perto do Sol do que Netuno.

 

Quaoar

O planetóide, medindo cerca de 1250 quilômetros de diâmetro, tem mais da metade do diâmetro do planeta anão Plutão e quase o mesmo tamanho de seu satélite, Caronte, que tem 1270 quilômetros de diâmetro.

Sua órbita é quase perfeitamente circular e está 1,6 bilhão de quilômetros além da órbita de Plutão. Quaoar leva 288 anos para dar uma volta em torno do Sol. Quaoar possui um satélite conhecido, com diâmetro estimado em 100 quilômetros.

 

90377 Sedna

90377 Sedna é o nome oficial dado para 23 VB12. Descoberto em 14 de novembro de 2003, Sedna foi o Transnetuniano mais afastado do Sol conhecido na época, atingindo 86 UA no momento de sua descoberta, quase três vezes mais afastado do Sol do que Netuno.

Sedna é descrito como um planetóide frio, talvez com 2/3 do tamanho de Plutão, provavelmente da Nuvem de Oort. Sua temperatura é muito baixa: Cerca de -261 °C.

 

Makemake

Makemake, formalmente designado como (136472) Makemake, é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar e um dos dois maiores corpos do cinturão de Kuiper na população dos KBOs clássicos. Seu diâmetro é de cerca de três-quartos o de Plutão. Não possui satélites conhecidos, o que o torna único entre os corpos maiores do cinturão de Kuiper. Sua superfície é coberta por metano, etano, e possivelmente, nitrogênio, devido à sua baixíssima temperatura média de cerca de 30 K (-243,2 °C).

De início conhecido como 2005 FY9 e depois com o código de planeta menor 136472, Makemake foi descoberto em 31 de março de 2005 por uma equipe chefiada por Michael Brown, e anunciado em 29 de julho de 2005. Seu nome deriva da deusa rapanui Makemake. Em 11 de junho de 2008, a União Astronômica Internacional (UAI) incluiu-o em sua lista de candidatos potenciais à classificação de plutoide, uma denominação para planetas anões além da órbita de Netuno que iria colocar Makemake ao lado de Plutão, Haumea e Éris. Makemake foi formalmente designado um plutoide em julho de 2008.

 

Éris

Éris, conhecido oficialmente como 136199 Eris, é um planeta anão e um plutoide nos confins do sistema solar, numa região conhecida como disco disperso. Talvez seja o maior planeta anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo planeta", porque na época seu diâmetro estimado era maior do que o diâmetro do planeta Plutão.

Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 UA do Sol, em seu afélio. Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de Neptuno fica por cerca de 30 UA).

Em 2010, resultados preliminares de uma ocultação estelar por Éris em 6 de novembro colocaram um limite de 2320 km no diâmetro de Éris, deixando-o com praticamente o mesmo diâmetro de Plutão. Com a margem de erro na estimativa do tamanho, não se sabe ainda se Éris realmente é menor que Plutão.

 

Haúmea

Haumea, antes conhecido astronomicamente como 2003 EL61, é um planeta anão do tipo plutóide, localizado a 43,3 UA do Sol, ou seja um pouco mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol, em pleno Cinturão de Kuiper. Haumea possui dois pequenos satélites naturais, Hiʻiaka e Namaka, que, acredita-se, sejam destroços que se separaram de Haumea devido a uma antiga colisão. Haumea é um plutóide com características pouco comuns, tais como a rápida rotação, elongação extrema e albedo elevado devido a gelo de água cristalina na superfície. Pensa-se, também, tratar-se do maior membro de uma família de destroços criados num único evento destrutivo.

Apesar de ter sido descoberto em dezembro de 2004, só em 18 de setembro de 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, recebendo então o nome da deusa havaiana do nascimento e fertilidade.